terça-feira, 11 de outubro de 2011

ENTIDADES LITERÁRIAS E CULTURAIS LANÇAM DOCUMENTO SOBRE CENTENÁRIO DE WALDEMAR CORDEIRO






CARTA DO CENTENÁRIO DE WALDEMAR CORDEIRO

Sertânia é conhecida como uma cidade de poetas e artistas . A sua produção cultural acima da média das cidades do interior são um exemplo claro disto. Waldemar Cordeiro, poeta, compositor, educador, músico, é uma das maiores expressões deste manancial de cultura, que é o vale do Moxotó. 20 de Outubro de 2011 assinalará os 1000 anos de nascimento deste singular homem das letras do Sertão,

Apesar de só ter cursado até a 4ª série do antigo primário, foi escolhido um dos melhores professores leigos do Brasil, em congresso realizado no Rio de Janeiro, além de Ser um dos fundadores do tradicional colégio Olavo Bilac( Hoje Escola de Referência de Ensino Médio em tempo integral), na qual foi professor de latim , língua Portuguesa e canto Orfeônico.

Notabilizou –se como poeta, autor dos livros “Ondas revultas” e “Salão de Sombras”, e como escritor foi membro da UBE- União Brasileira de Escritores, secção Pernambuco e cuja obra foi alvo de apreciações elogiosas por parte de diversos intelectuais pernambucanos a exemplo de Alberto da Cunha Melo, Marcos Acioly, Ângelo Monteiro, José Rafael de Meneses, Potiguar Matos, entre tantos outros. Sua obra poética o levou a participar de diversas antologias, entre as quais “Os poetas cantam o Recife” ( Prefeitura da Cidade do Recife, 1986)“Pernambuco, terra da poesia” (Instituto Maximiniano Campos).

Como compositor, escreveu a letra do hino oficial de Sertânia, além de inúmeros frevos, valsas, tangos , boleros , sambas e baiões, em parceria com o compositor e maestro Francisquinho. Com vida púvblica ativa foi tabelião público, diretor municipal de educação de seis gestões municipais, Secretário –geral da prefeitura e prefeito interino em algumas ocasiões, bem como foi o relator do estatuto do América Esporte Clube, o mais importante da cidade.

Queremos chamar atenção da sociedade de Sertânia e do Estado Pernambuco, dos seus respectivos governos, da Câmara Municipal de Sertânia, da Assembléia Legislativa de Pernambuco, dos Organizadores da Bienal Internacional do Livro de Pernambuco e da Fliporto, para que o centenário deste ícone da poesia pernambucana não passe em brancas nuvens.

Sendo assim, apresentamos para o conhecimento de todos as nossas reivindicações para homenagear a memória do nosso Menestrel maior.:
- Total apoio ao Flis - Festival Literário do Sertão (Prêmio Viva Leitura 2009) totalmente dedicado aos 100 anos de nascimento de Waldemar Cordeiro.
- Construção de uma estátua ou busto do poeta Waldemar Cordeiro, sendo uma em Sertânia e outra no Recife.
- Sessões especiais na Academia Pernambucana de Letras, na UBE-PE, na Assembléia Legislativa de Pernambuco e na Câmara Municipal de Sertânia.
- Homenagens na Bienal Internacional do Livro de Pernambuco e na Fliporto
- Publicações na Imprensa Pernambucana e cobertura dos órgãos de comunicação de Pernambuco (jornais, rádios, Tvs)
Certos de que outras propostas poderão surgir, estamos abertos à discussão. E desde já propomos a formação de uma comissão com representantes do Estado de Pernambuco e do Município de Sertânia para articularmos um projeto único.

Sertânia, 10 de agosto de 2011

ACORDES – Associação Cultural de Sertânia
SAPECAS – Sociedade dos Poetas, Escritores e Compositores de Sertânia
JPCR – Jornal de Poesia Cabeça de Rato

FILHOS POETAS- INÉDITOS:NOVOS POEMAS DEDICADOS A WALDEMAR CORDEIRO





















SINGELA HOMENAGEM

(Dedicado ao centenário de nascimento

do poeta Waldemar Cordeiro, meu pai)


Como expressar minha admiração
A alguém que para mim foi um mito?
Convivi pouco com ele (esquisito!),
Falta me fez seu amor, sua benção...


Filho marginal ante a lei de então,
Assim me sentia, como um desdito.
Prá ele, poeta, um sonho prescrito,
Prá mim, ser comum, algo sem razão.


Sempre tive orgulho de ser seu filho,
Embora aquém de seus dons, de seu brilho,
Sou parte de um tesouro hereditário...


Salve! Waldemar de Souza Cordeiro,
Grande poeta, “bravo sertaneiro”,
Neste ano, pelo seu Centenário!








DESPEDIDA POÉTICA(versão inédita)
(Marcos Antônio Cordeiro)

Talvez torta
a sombra da existência morta
a flor nos copos da infância
aborta
aborta, ó poeta
teu projeto de grandeza
teus sonhos inatingíveis
tua vonmtade de chegar ao cais
tua sede de ver o mar
tua tarde a dourar-se com o final do século
teu retrato de avô
sobre a parede moça
teu tesão de envelhecer
amando Siboney
tua musa, única musa
ave de lugar nenhum
aborta, ó poeta
este olhar profundo
de retinas fatigadas
preparando-se
para a longa seresta
de um mundo que não mais o teu
indefinível porto planejado
para o último canto orfeÔnico
aborta, ó poeta,
aborta
a tua ãnsia perdida
o teu desejo mais louco
os amores proibidos
pelos acontecimentos do tempo
Tempo-semente de falta,
horas infindas,
ócio que faz da vida um eterno jejum.
e enfia em tuas veias os fios da noite
até eletrocutar em ritmo de Extase
com o que nunca foste:
a alegria imbecil de todas as estrelas



Epitáfio para um poeta

Marcos Cordeiro


Aqui repousa Waldemar Cordeiro,
junto as suas musas, adormecido.
Iraci, Siboney, Nise e outras belas
que o seu coração enternecido
dedilhando a sua lira, deu-se a elas.

Aqui repousa Waldemar Cordeiro
com os seus livros numa alfombra,
páginas escritas por um trovador:
“Ondas Revoltas” e “Salão de Sombras”,
poemas de um estro sublime e sedutor.

Aqui repousa Waldemar Cordeiro,
livre da usura, da inveja e da maldade.
Enfim, livre de homens e de prantos.
Por herança só deixou saudades,
por saudades só restou seus cantos.

POETAS DE SERTÂNIA COM POEMAS DEDICADOS A O MESTRE WALDEMAR CORDEIRO

IMORTALIDADE

( A Waldemar Cordeiro)

O poeta não morre
costuma viajar ao país
da imortalidade
voando no cavalo alado
dos seus versos
para de lá, semear
sobre os jardins da Terra
as sementes do amor-
único e verdadeiro
alimento
para sobrevivência dos
mortais.
Não morrerei jamais

(Hamilton Rodrigues)


WALDEMAR CORDEIRO.

( Ao mestre com saudade).



ROMPEDOR DE TABU E DE PADRÃO

PROFESSOR DA MAIS ALTA HIERARQUIA

DANÇARINO MAIOR DA BOEMIA

UM POETA DE GRANDE DIMENSÃO

FOI ASSIM WALDEMAR NESTE TORRÃO

METAFÓRICO FELIZ E ALTANEIRO

NÃO TROCAVA A VIDA POR DINHEIRO

MAS DEU PRUMO AOS ALUNOS NA JORNADA

DECANTOU OS SERTÕES EM ALVORADA

ODE AO AR A O MAR E AO CORDEIRO.


( Ésio Rafael)




PAI
Morre Deus
De vez em quando
Feito flores
Sem receber cuidados
Num vaso chinês
O poeta do Paraíso Mundo
Pai de todos os versos
Que dão
Ventos
Sol
& chuva
Dentro de nós...
Outras correntes
Marcando pulsos
Num ferimento recente.
Morre Deus
De vez em quando
Justo quando
Nem todas as flores
Nos permitiram falar
Sobre o que pensamos ser
Dentro de nossas vidas caladas...
Morre Deus
Quando já sabemos
- Bem no íntimo -
Que nem todos os pássaros
& borboletas
Querubins
Do mundo moderno
Deram uma nova ordem
Imediata às coisas
Que ainda vivem.


Morre
& imagino como teria sido:
Deitado num quarto frio
A coberta branca
& o corpo respirando
A antipoética poesia
Girando o olhar
A janela onde pousa
Providencialmente
Um canário feito de raios solares
& diz: - RECITA, POETA,
O TEU SONETO DERRADEIRO
& MAIS BELO.
DEIXA ESTA PÉROLA
REGISTRADA NO MEU MUNDO
ONDE MORTAL ALGUM
CORTARÁ SEU BRILHO
& VENS VOAR COMIGO
PELA ETERNIDADE...
& bem poderia ele, poeta,
Ter respondido:
A POESIA ESTÁ
NO MEU NOME
UNS POUCOS VERSOS
EM SANGUE & OSSOS
QUE JÁ TIVE...
& satisfeito, o pássaro-anjo
Receberia a vida
Quando para esta
São feitas as mortalhas
& num rasgo de luz
Guardaria em si
O poema.
Assim, deveriam morrer os deuses,
Mas a realidade
Ainda não é dona dessas mágicas.
Morre Deus
& da vidraça em chamas
Vejo o mundo
& sou pele das folhas verdes
Que se eriçam quando o vento
Roça a língua em seus dorsos.
Vejo a lápide
O nome gravado
Na mão direita, um punhado de terra
Que num único gesto,
Soterra uma prece perdida,
Dentro do curto instante
Que não pertence mais ao tempo...
Bem depois das pás silenciarem
& o ininterrupto choro de recusa à morte,
À sangrenta ferida, ser apenas distância,
Olho bem aquilo & encontro a luz
Que sinaliza Deus em nós,
Tangendo a impressão
De que todas as coisas
Poderiam ter ido com ele.
Ele viverá!
(De: Zito Jr.)
*****

O DIA EM QUE VITALINO VOLTOU A CARUARU
(TRECHO)



Em Sertãnia fizeram uma parada^
Pra visita ao Compadre Waldemar
Que levou comitiva a passear
A Donzila pediu uma buchada
Cada um de Rainha uma lapada
O bordel era paz ao meio dia
E estreito o caminho da ferrovia
Vitalino e Deminha embriagados
Dois poetas na tarde abraçados
E o mundo saudando a poesia.

Levam Dema pro quarto do hotel
Pra dormir agarrado à Siboney
Em seus braços Deminha era um rei
As estrelas saudando lá do céu
Prepararam de luz um branco véu
E cobriram os corpos dos amantes
E os sonhos longínquos e distantes
Nessa noite o sonhar realizado
Vitalino deixou com o namorado
Para a dama um colar de diamantes.



ALBERTO OLIVEIRA

DEMINHA

Vê saudades
versinhos pulalam ao redor
do caminho pelas alpargatas feito
onde meio sem jeito
um vulto torto para o lado direito passa
acendendo de leve o seu “cigarrinho”

É Waldemar
o poeta entregue ao catabolismo do tempo
já não como antes
As valsas? Como parecem distantes

Velho?
Velhos são as estradas menino!
Eu tenho a mim, não sou sozinho
Como vocês pensam

Pesado é quando caminha
mas, como flutua gracioso
tendo nos braços uma professorinha
farfalhando em sedas e bailando
ao compasso
dos passos passados do “Velho Deminha”

(Prof: Ivan - 1970)





Epitáfio para um poeta

Marcos Cordeiro


Aqui repousa Waldemar Cordeiro,
junto as suas musas, adormecido.
Iraci, Siboney, Nise e outras belas
que o seu coração enternecido
dedilhando a sua lira, deu-se a elas.

Aqui repousa Waldemar Cordeiro
com os seus livros numa alfombra,
páginas escritas por um trovador:
“Ondas Revoltas” e “Salão de Sombras”,
poemas de um estro sublime e sedutor.

Aqui repousa Waldemar Cordeiro,
livre da usura, da inveja e da maldade.
Enfim, livre de homens e de prantos.
Por herança só deixou saudades,
por saudades só restou seus cantos.







ENCONTRO DA POESIA COM A SAUDADE NO CEMITÉRIO DE SERTÂNIA

Marcos Cordeiro


Aos meus pais Iraci e Waldemar Cordeiro



Entre epitáfios e velas
ela passeia quase inerte.
De véu branco e transparente
seu corpo ausente se veste.

Ela segue por caminhos
onde a saudade a espera,
para recordar muitos nomes
que as lápides encerram.

A poesia é um caminho
de palavras que nos leva
da alma ao coração.

A saudade é um passarinho
a solfejar acalantos
e salmos à ressurreição.





ESTRELLAR II

“... Algum dia, não sei quando,
eu rolarei no espaço
como um corpo suspenso
além dos intermúndios...

(Waldemar Cordeiro)



Eu velarei por ti , como se vela
uma estrela distante no espaço sideral
Com dor, saudade e zelo, com
Pressentimento...
Para evitar que cesse o brilho dela

Eu velarei por ti, velando
a vela acessa no meu peito
em sentimento, a debater-se
as voltas com o tormento
das distâncias que embaçam sua estrela

Eu velarei por ti, pois sei
que a vida no passar da própria trama esnoba a graça
de teu Salão de Sombras
que fundiu as nossas almas
antes de vossa triste partida

Como um mendigo a se cobrir de chagas
Mas acima das benções e das pragas
Assim te espero, ó estrela que brilha
Em minha vida, assim espero
A mesma chama no dia de minha ida


(Marco Antônio Cordeiro de Melo)





MARCOS INFINITOS
(Ao meu pai prof. Waldemar Cordeiro)


Teu olhar já tão distante
de retinas fatigadas pelo tempo
Tua musa envelhecendo e envelhecida
pelo passar da idade, essa fria e
Verdadeira Sombra que nunca falha
“Irmã-Prima da morte”

Te sinto todos os dias como se você
Estivesse caminhando comigo nas ruas
Florestas infindas e mares imagináveis
Teu semblante cálido como o de todas as
rosas simbolizando paz, só me faz
recordar...

Como foi mágico caminhar contigo
Pelo mar, naquela noite de céu estrelado
Lembra-te!
Estarei contigo até o fim dos meus
Dias, e caminharemos juntos pela
Eternidade
Brincaremos com as estrelas e
Jogaremos nossos versos para a
Humanidade



(Marco Antônio Cordeiro de Melo)







HEMODIÁLISE

Os dias sombrios de agulhadas
Transpassam as minha carne
Infeccionando o meu sangue e veias

Os ponteiros de todos os relógios
são agulhas, necrologicamente com agulhas
infeccionadas pelo tempo

Tempo de adiamento
Planos... sem sucessos
de uma vida sem futuro
perspectivas para o nada
e tembém sem livramento

Tempo-semente de falta
horas infindas, ócio
que faz vida eterna jejum...
Esperando o momento...

Na máquina o amor revoa, revoa
Sonho com Siboney, minha musa
única musa
ave de lugar nenhum


(Marco Antônio Cordeiro de Melo)




MESTRE
(A Waldemar Cordeiro)


Vi um vulto de artista num beco escuro
era um poeta que ardia na febre das paixões
caminhando e hibernando por ruas sem muro
jorrando versos ao vento como os vulcões

Vi um semblante moço, uma ânsia de vida
nas noites ardentes com mulheres delirantes
nos êxtases sôfregos, nas serenatas & liras
nas orgias embriagadas de carícias palpitantes

Vi um poeta navegar nas espumas da poesia
Entregue ao cigarro, à bebida pelos feitiços de Siboney
Numa caravela à deriva nos subterrâneos da Boemia

Vi cabelos brancos num rosto envelhecido de um Rei
Em cujo peito, encharcado pelas frustações dos sonhos
Escorriam lágrimas cálidas
Sangradas de seu olhar tristonho

(Josessandro Andrade)-1989



CARRO AGÓNICO

(In memorian do mestre Waldemar Cordeiro)



Palavras-plático
misturadas de dor
Asfalto solitário
angustia
abismo
vivo.
Milhares de poemas
caem nas entranhas da Terra.
Germinando novo pântanos
Sapos com cérebros
pulam no mangue.
Dormes no Salão de sonhos
bem em cima
da imortalidade
O corvo de Poe
anuncia Siboneis
in(can)descentes
aqui a cidade
agoniza saudades
por ti.


(Flávio Magalhães)





NA MORTE DE WALDEMAR CORDEIRO


I


Agora o inferno é um cenário
estampado num céu morto
e a poesia é um simbolismo em luto
e a saudade uma águia seqüestradora
a nos atirar no ventre vazio
da tristeza dos abismos

Todos os anjos-demônios de Rimbaud
Todo o ranger de dentes dos gatos de Baudaleire
São os gemidos fúmebres
Das bestas humanas que
Vieram rejar a orquestra
De trevas que uiva
O concerto dos Caos

II

Me vi Rei sem súditos
me vi poeta sem bar
me vi sozinho num mundo
como a poesia sem Waldemar

Brasa momentânea de um instante eterno
desejei ter uma pedra na cabeça
desviar o fogo e morrer




(Josessandro Andrade)





DÉCIMAS PARA WALDEMAR

O céu da nossa cultura
opaqueceu seu luzeiro
porque Waldemar Cordeiro
já está na sepultura
Uma ótima criatura
e professor excelente
nosso povo descontente
diz tristonho a lamentar
O professor Waldemar
deixou saudades pra gente

Chora todo Moxotó
pois tem razão de chorar
por professor Waldemar
que já se transformou em pó
Desde a bisneta a avó
cada um no peito sente
um aperto diferente
capaz de fazer chorar
O professor Waldemar
deixou saudades pra gente

Foi professor e poeta
querido em nossa cidade
no campo da amizade
foi um verdadeiro atleta
ser bom amigo era a meta
com seu gesto sorridente
Hoje toda cidade sente
a sua ausência sem par
O professor Waldemar
deixou saudades pra gente

O professor Waldemar
Cordeiro com humildades
visitou várias cidades
mas sempre voltava ao lar
Foi um pai exemplar
educador competente
foi pra nunca mais voltar
O professor Waldemar
deixou saudades pra gente

(Manoel Soares Sobrinho)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

SERTÂNIA NA BIENAL DO LIVRO- CENTENÁRIO DE WALDEMAR CORDEIRO TERÁ HOMENAGEM

NA foto : Marcos Cordeiro O CENTENÁRIO DE NASCIMENTO DO POETA WALDEMAR CORDEIRO (*20-10-1911+ 30-11-1992) RECEBERÁ HOMENAGEM NA BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DO RECIFE.NA SEGUNDA-FEIRA, A PARTIR DAS 15: 00 HORAS HAVERÁ MESA REDONDA SOBRE O TEMA "WALDEMAR CORDEIRO- CEM ANOS DE NASCIMENTO DO GÊNIO DO LIRISMO", QUE ACONTECERÁ NO CIRCULO DAS IDEIAS , UM DOS PALCOS PRINCIPAIS DO EVENTO. OS DEBATEDORES SERÃO O POETA, DRAMATURGO E ARTISTA PLÁSTICO MARCOS CORDEIRO, O DRAMATURGO ADRIANO MARCENA E O POETA E COMPOSITOR JOSESSANDRO ANDRADE, PROFESSOR DA EREMOB-ESCOLA DE REFERENCIA EM ENSINO MEDIO OLAVO BILAC. ESPERAMOS CONTAR COM A PRESENÇA DOS SERTANIENSES RESIDENTES EM RECIFE PRESTIGIANDO ESTE ACONTECIMENTO.NO LOCAL HAVERÁ UMA EXPOSIÇÃO SOBRE A VIDA E A OBRA DE WALDEMAR CORDEIRO, ORGANIZADA PELA ASSOCIAÇÃO CULTURAL DE SERTÂNIA, (ACORDES). OUTRO EVENTO DE SERTÃNIA NA MESMA TARDE SERÁ AS 16 HORAS, O POETA, CINEASTA E COMPOSITOR WILSON FREIRE- PRIMO DE WALDEMAR CORDEIRO- TERÁ O SEU ROMANCE "A MULHER QUE QUERIA SER MICHELINY VERUSCKY", DEBATIDO POR CIDA PEDROSA E MARCO POLO. É SERTÃNIA BRILHANDO NA BIENAL. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DA SEGUNDA-FEIRA, DIA 26 DE SETEMBRO DE 2011: 10:00 Laboratório SESC de Autoria – Oficina de Crítica Literária com Frederico Barbosa (PE/SP), no Círculo das Ideias. 13:00 Secretaria da criança e da juventude de Pernambuco - “O lugar da Leitura na Educação Infantil: A Leitura no projeto pedagógico da Educação Infantil” Curadoria: Carminha Bezerra , no Círculo das Ideias. 13:00 HEMOPE – Doação de sangue: essa atitude faz a diferença, no Auditório Ribeira. 13:00 SINTEPE - Apresentação Teatral, no Auditório Brum. 14:00 Duas em Pontos – Pontos de Leitura de Pernambuco e Paraíba - ONG Bagulhadores do Mió em parceria com a Secretaria de Educação de Caruaru e com o incentivo do FUNCULTURA/FUNDARPE apresentará o GRUPO CONLIBRAS – Contando histórias em LIBRAS, no Círculo das Ideias. 14:00 Secretaria de Educação – Socialização de Pesquisa Científica e produção textual dos povos indígenas de PE - Vitória Espar; Edízia Fernandes; Edilene Pajeú, no Auditório Ribeira. 14:00 Ensino de língua inglesa e tecnologia, com Roseli Serra, no Café Cultural. 15:00 Waldemar Cordeiro: 100 anos de um gênio do lirismo, conversa entre Josessandro Andrade, Marcos Cordeiro Adriano Marcena, no Círculo das Ideias. 15:00 “A cidade do Recife e a literatura”, com Rivaldo Paiva, no Café Cultural. 15:00 Oficina: Fanzine, no stand da REleitura. 16:00 “Centro Cultural Luiz Freire – Literatura e direitos humanos”. Bate papo com Ivan Moraes Filho , Delma Silva e Gabriel Santana, no Círculo das Ideias. 16:00 “Literatura e mulher”, com Beliza Parente e Lucila Nogueira, no Café Cultural. 16:00 Secretaria de Educação - Oficina: Histórias que contam Histórias. Autora: Flávia Reis (SP), no Auditório Ribeira. 16:00 Secretaria de Educação – Oficina: Produção Literária na Temática indígena como subsídio para a sala de aula – Oficineiros: Antonio Moreira e Ana Claúdia/UEEI Professores Pankará e Xukuru, no Auditório Brum. 17:00 “Arte e erotismo: diálogos possíveis na literatura” com Janilto Andrade – UNICAP”, no Café Cultural. 17:00 “Sustentabilidade cidadania”, Palestra de Elias Gomes, Prefeito de Jaboatão dos Guararapes, no Círculo das Ideias. 18:00 “A mulher que queria ser Micheliny Verunschk? – Um romance promíscuo. Cida Pedrosa e Marco Polo Guimarães conversam com Wilson Freire, no Café Cultural. 18:00 Fundação Gilberto Freyre – “Euclydes e outros perfis”. Palestra de Paulo Gustavo, no Círculo das Ideias. 19:00 Gabinete Português de Leitura, com George Cabral e José Rodrigues de Paiva, no Café Cultural. 19:00 “Secretaria de Educação – Aula espetáculo” Secretário Executivo e de Desenvolvimento da Educação: Prof. Aurélio Molina”, no Auditório Brum. 19:00 Painel: “Cinema e Cidadania: o caso do Western”, com Fernando Monteiro e José Carlos Targino, no Círculo das Ideias. 19:00 CINE – SESC Poesia contemporânea – Sessão -Caramujo-flor (BR, 1988, FICÇÃO, 21’) – Direção: Joel Pizzini – Pan-Cinema Permanente (BR, 2008, DOC, 83’)- Direção: Carlos Nader, no Auditório Ribeira. 20:00 Conversa com o autor: Carlos Urbim (RS), no Café Cultural. 20:00 SESC Cultura - Adriana Dória Matos conversa com Fernando Bonassi, no Círculo das Ideias. AUTORES * Confira a lista de autores confirmados

FILME DOCUMENTÁRIO "NASSAU DO SERTÃO" SERÁ LANÇADO NESTE SÁBADO

Neste sábado, dia 24 de setembro, acontecerá à estréia do filme "O Nassau do Sertão". O documentário narra em linguagem de literatura de cordel, a vida e a obra do holandês Cristiano Jacobs, padre, professor e educador no sertão do Moxotó. A direção do filme é de Guilherme Araujo, da Orurubá Filmes, da tribo dos índios xucurus, em pesqueira. Guilherme apesar de jovem já conta com um bom currículo no áudio visual, tendo feito oficina com o cineasta e escritor sertaniense Wilson Freire (bida) e obtido um prêmio no festival de jovens realizadores da Bahia. É mais um projeto da Moxotó Produções, empresa de empreendimentos culturais. O roteiro do filme é baseado no poema em cordel homônimo escrito por Josessandro Andrade, professor, poeta e compositor de nossa terra. O documentário foi patrocinado pelo vereador Zuza do padre, que foi criado pelo padre Cristiano. Apoio cultural da Personal Gráfica, vereador Junhão Lins, Constrular, Dr. Edilton Lacerda e Dr. Orestes Neves. Várias personalidades de Sertânia e região participam do filme, e ressaltam as obras do padre Cristiano na educação, no esporte, na vida social e na vida espiritual da comunidade. O DVD do filme poderá ser adquirido no local, após a estréia, a preço de 10,00.

Poetas sertanienses revelam traços do cotidiano em obras literárias

por Dani Almeida (São Paulo-SP) Naturais de Sertânia, município do sertão pernambucano, localizado há 320 km do Recife, os poetas-primos, Luiz Wilson e Duval Brito em seus mais recentes lançamentos Vendendo e Aprendendo em cordel e Reflexos e Risos, respectivamente, mostram através da poesia, um amplo universo vivido em nosso dia-a-dia.

No primeiro, numa linguagem popular, Wilson fala sobre vendas de forma divertida e irreverente aos seus leitores. Poetas sertanienses revelam traços do cotidiano em obras literárias Vendendo e Aprendendo em cordel, ensina técnicas de desenvolvimento e motivação a gerentes, vendedores e profissionais de todas as áreas relacionadas à venda. Nele, são narradas histórias e situações inusitadas vivenciadas pelo poeta na época em que era vendedor. “ No comércio, já fui desde auxiliar geral de departamento a gerência e supervisão. Conhecendo todas essas áreas e seu difícil cotidiano, criei através da linguagem do cordel um novo método de treinamento nas empresas”, afirma o autor. O livro, requisitado por empresas de médio e grande porte em palestras desenvolvidas pelo poeta no Estado de São Paulo, com muita descontração mostra o passo a passo da venda desde a preparação e apresentação até o fechamento e a pós-venda.

Do cotidiano comercial abordado por Luiz Wilson, para o existencialismo reflexivo, também seguindo a linha da poesia popular, Reflexos e Risos de Duval Brito toca em pontos cruciais da nossa alma reveladas diariamente. Poemas com dicas, conscientização e até piadas, nos remetem a refletir sobre nossa própria existência, o Poetas sertanienses revelam traços do cotidiano em obras literárias que fazemos dela na prática e como mudamos realidades.

Duval também aborda temas como o amor, homenagens, preces, testemunhos de fé e críticas. Um capítulo voltado ao humor poético e outro dedicado a seu filho único, Laival Brito, falecido prematuramente vítima de um trágico acidente de moto, também são encontrados em Reflexos e Risos onde se destacam os poemas: Interrogações e Pior dia de um pai.

Poetas sertanienses revelam traços do cotidiano em obras literáriasMarcados por uma trajetória de luta e desafios em defesa da cultura popular, os poetas-primos, sempre foram parceiros e, unindo seus dons poéticos à música, há mais de 20 anos, Luiz Wilson, que também é cantor, grava várias composições de Duval Brito. Atualmente, o autor-cantor reside no Estado de São Paulo defendendo sua terra e divulgando artistas pernambucanos, dentre eles, Duval Brito, que hoje reside em Paulo Afonso na Bahia e continua como seu fiél parceiro artístico.

Serviço:

Vendendo e Aprendendo em Cordel de Luiz Wilson e Reflexos e Risos de Duval Brito

Contatos: 11 3120-4765 / 75 3281-9516

www.luizwilsonpintandoosete.com.br

TAL PAI, TAL FILHO! A POESIA NO SANGUE

Prof. Josessandro Andrade tem mais um motivo para se orgulhar. O pequeno Raul Andrade de apenas 9 anos (seu filho), venceu o Concurso de Literatura de Cordel da Escola Mundo Mágico em Sertânia. Raul estuda a 4ª série do ensino fundamental, e concorreu com alunos da 1ª a 8ª série também do fundamental. Josessandro Andrade, que também é poeta, recitou durante seu show com Antônio Amaral na Jornada Literária do SESC, o primeiro poema (O Homem e a Natureza) feito pelo seu filho Raul. Segundo Josessando, o seu filho faz poesias desde o ano passado, e é mais um orgulho na família.