quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

CRÍTICA LITERÁRIA RECONHECE O TALENTO DA POESIA DE LUIZ CARLOS MONTEIRO

Intelectuais pernambucanos e paraibanos elogiam a poesia de Luiz Carlos Monteiro, mostrando toda a força do seu nome nas letras do Nordeste.Ele vem a se juntar a Marcos Cordeiro, Wilson Freire, Walmar e Jairo Araujo na tarefa de representar Sertânia , enquanto cidade de poetas, ocupando o espaço de prestígio e reconhecimento que fora de nossos Mestres Ulysses Lins, Alcides Lopes, Waldemar Cordeiro, Corsino de Brito , entre outros.Destes poetas e estudiosos abaixo , apenas César Leal ainda não esteve em Sertânia.

OPINIÕES SOBRE A ESCRITA DE LUIZ CARLOS MONTEIRO


Poesia é recusa e resistência à diluição social. Por isso, cabe acolher a voz do poeta Luiz Carlos Monteiro. Nele a poesia é, ao mesmo tempo, afirmação e busca de si, e insurreição do homem confrontando-se tanto com seus limites pessoais, quanto com os de sua sociedade e de seu tempo. Ela pode dar, mesmo a um momento com ressaibos amargos de desencanto, um contraponto de esperança.
Lourival Holanda


Luiz Carlos Monteiro é um poeta competente. Ele sabe captar a imagem presente no espírito, plasmando-a em criações que dão forma e solidez à ideia de ser o Recife uma cidade onde a poesia se edifica a cada minuto do tempo empírico, o tempo heraclitiano, misteriosa correnteza em seu constante fluir. (...) Ele não desconhece que a poesia contemporânea é, antes de tudo, um ato expressivo.
César Leal


Luiz Carlos Monteiro é poeta da cidade, o que quer dizer, das coisas urbanas. Esta é a primeira surpresa anti-biográfica com que se depara o seu leitor. Nascido no Sertão (...), é na “cidade grande” que sua voz ecoa melhor, porque, parece, plenamente afinada com os aspectos por assim dizer mais aflitivos e noturnos da cidade. A sua sombra, quase em contraponto com o corte do verso iluminador. Pois estamos diante de uma poesia clara, cúmplice, discretamente hermética, mas só numa ou noutra passagem, que pede um leitor pensante no mesmo caminho.
Mário Hélio


É rara a sutileza estética, se verificarmos (...), como a mesma cidade que se profaniza é a mesma que se sacraliza pela força dos antagonismos internos da linguagem poética. E tal só me perece possível devido à ironia enquanto elemento retórico fundante, a presidir o lirismo de Luiz Carlos Monteiro. Lirismo cáustico, crítico, lancinante... Atento às faturas marginais da realidade. (...) Ler Luiz Carlos Monteiro é também reler outros instantes da poesia ocidental, uma vez que seus textos, textos de um poeta lido e culto, parecem se querer intertextos, tensos e latentes, dessa poesia que se constrói e se fragmenta no movimento mesmo de seu particular modo de ser. É também conviver com este alerta, alerta irônico e corrosivo, de um poeta que questiona o mundo e que questiona a si mesmo.
Hildeberto Barbosa Filho


Uma outra qualidade que salta aos olhos no trabalho de Monteiro encontra-se na linguagem clara, concisa e serena, sem qualquer sinal da empáfia e do pedantismo muito comuns na crítica universitária. A voz do autor não se resume a um sussurro tímido e abafadiço por trás das inúmeras citações de teóricos – quase sempre do estrangeiro, diga-se de passagem –, como frequentemente ocorre nas dissertações e teses que abarrotam as empoeiradas estantes das nossas bibliotecas. (...) Trata-se aqui, vale a pena lembrar, da voz de um autor que há anos atua em duas frentes – o fazer poético e a crítica literária. É sua experiência no ofício da crítica que lhe proporciona certa imparcialidade de visão, que lhe permite, por sua vez, aliar o comedimento nos elogios à capacidade de apontar “alguns momentos de descenso na qualidade poética” da obra analisada.
Carlos Newton Júnior

Um comentário:

Isabela disse...

Poeta,
depois de bisbilhotar o seu perfil, vi que um de seus livros favoritos é também o meu. Só que tenho um motivo diferente do seu. O meu falecido pai me batizou com esse nome, Isabela, em homenagem ao autor, que era seu amigo.