domingo, 21 de fevereiro de 2010

POEMÁRIO

MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

JOSESSANDRO ANDRADE


COM A PURA ESSÊNCIA DA REBELDIA
EU SOU UM TROVADOR VISIONÁRIO
NO PEITO DE IDEAIS LIBERTÁRIOS
FAÇO O ARRAIAL DA POESIA
DAS RAÍZES EXTRAIO A SINFONIA
PRÁ ORQUESTRA DAS ÁGUAS LÁ DO CÉU
OS RAIOS TROVEJANDO NUM CORDEL
NA VANGUARDA DA SENSIBILIDADE
QUEM SONHA UMA NOVA REALIDADE
OUÇA O MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

ARTISTAS , MALUCOS , SONHADORES
PROFETAS , BOEMIOS, E MARGINAIS
NÃO IRÃO SE ACOMODAR JAMAIS
AO IMPÉRIO ASTUTO DOS IMPOSTORES
SÃO OS ROMÂNTICOS AGITADORES
DA HIPOCRISIA ARRANCAM LOGO O VÉU
PARA QUE O CIRCO DO PALÁCIO INFIEL
NÃO MASCARE INDA MAIS O QUE É VERDADE
QUEM SONHA UMA NOVA REALIDADE
OUÇA O MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

MINHA ALMA PROCURA O INTANGÍVEL
DIANTE DA INCONSISTENCIA DESSA VIDA
A ANSIEDADE SE TORNA DESMEDIDA
ANGUSTIANDO O ESPÍRITO SENSÍVEL
VÊ AS GARRAS DOVINHO PREFERÍVEL
QUE AS TEIAS DA OPRESSÃO TÃO CRUEL
SE A SUJEIRA APARENTE DO BORDEL
É MENOR QUE A DA SOCIEDADE
QUEM SONHA UMA NOVA REALIDADE
OUÇA O MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

NA FESTA DO ESPÍRITO HUMANO
EU CORETEJHO A MUSA DOS FESTIVAIS
AESSENCIA DE BELEZAS SENSUAIS
QUE MISTURAM O SAGRADO E O PROFANO
O POEMA SE TOR NA SOBERANO
NO INSONDÁVEL COLOCA O SEU ANEL
PRÁ VIAGEM DE NÚPCIAS NUM CORCEL
JÁ QUE A VIDA SERÁ FERTILIDADE
QUEM SONHA UMA NOVA REALIDADE
OUÇA O MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

QUANDO CRIARMOS JUNTOS OUTRA TRILHA
PENETRANDO AS CAATINGAS DA TERNURA
NOSSA TERRA SERÁ TODA FARTURA
EM ADJUNTOS CANTANDO A PARTILHA
POIS O TER NÃO SERÁ MAIS ARMADILHA
APRISIONANDO O SER QUE FICA AO LÉU
COLHEREMOS SAFRA DE LEITE E MEL
COMUNHÃO DE SABER E LIBERDADE
QUEM SONHA UMA NOVA REALIDADE
OUÇA O MEU CORAÇÃO DE MENESTREL

Pinto do Monteiro

por: Rubens Leite





"No tempo da mocidade / Eu também já fui vaqueiro / Não tinha jurema grossa, / Mororó nem marmeleiro. / Fui cabra da vista boa, / Negro do corpo maneiro".

"Viola é verdadeiramente o grande instrumento de cantoria. Violeiro é sinônimo de cantador." E, Pinto do Monteiro é, talvez, o expoente máximo de nossa cultura popular. Hábil em fazer repentes, seus versos embriagaram muitos contendores e arrancaram hurras e aplausos de espectadores enfeitiçados pela sua criatividade.
Severino Lourenço da Silva Pinto, filho de Francisco Lourenço do Nascimento (Chico Lourenço) e Úrsula Bezerra da Silva, nasceu na Fazenda Carnaubinha, Monteiro (PB), na época Alagoa do Monteiro. Veio ao mundo no segundo dia do mês de novembro de 1896.
Pinto completou seus noventa anos no Município de Monteiro, após ter vivido longos anos em Sertânia. Paralítico e cego, em suas reminiscências, conta as batalhas da sua vida. Do tempo em que fora vaqueiro na Fazenda Feijão à exposição de fotografia de Djair Freire no Clube Mandacaru e à V Semana Estudantil de Sertânia são muitas histórias que nos tem pra contar.. e sempre nos conta.
A história de Pinto não é só história de cantoria, mas também história de vaqueiro que usava gibão de couro e não hesitava em desbravar a caatinga ressequida e espinhante do sertão. É história de quem assentou praça na Polícia do Estado. É história de sertanejo que vendeu cuscuz no Recufe na década de 30... que cantou na calçada do mercado de São José e foi auxiliar de enfermagem em hospital de "doidos" - Hospital da Tamarineira. É história de quem também já cantou p´ra gente importante tal como o marechal Eurico Gaspar Dutra, então presidente da República, e Ademar de Barros, governador de São Paulo,

Que homenagem maior se poderá fazer a este poeta que com suas sextilhas de improviso soube alegrar o coração do povo? Fazê-lo imortal será, quiçá, a maior recompensa? Não!, Pinto já é imortal. Conhecido no Brasil inteiro, participou de vários filmes e recebeu inúmeras homenagens. Na V Semana Estudantil de Sertânia, Ésio Rafael sentindo a realidade em que vive Pinto do Monteiro desabafou: "Todo o Brasil conhece Pinto! Basta de tanta homenagem a Pinto. Pinto está necessitando de uma assistência médica pra ter uma morte tranqüila... porque ele está com noventa anos de idade e não segura mais a barra". Ésio não compreende como as autoridades de Sertânia e Monteiro não tomam iniciativas concretas para assistir o grande poeta.
Waldemar Cordeiro, poeta sertaniense, na oportunidade, referindo-se a Pinto disse: "... o gênio se perpetua através do tempo e do espaço, e Deus não pode absolutamente extinguir o gênio..., aquele que se vincula a divindade não pode morrer. Morrre os mortos, a morte é que é morta. Pinto jamais!" E pela passagem do nonagéssimo aniversário é bom lembrar estes versos de Pinto: "Acho graça a mocidade / Não querer envelhecer. / Velho ninguém quer ficar, / Moço ninguém quer morrer, / Sem ser velho não se vive, / Bom é ser velho e viver.

(Publicado no Diário de Pernambuco, na Coluna Cartas à Redação, de 5 de dezembro de 1986)
Rubens Leite

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Desmascarando a farsa da semana “prefeituril”...

Tarciso Júnior


Mais um ano se inicia em nossa cidade e no calendário do mês de Janeiro o que tradicionalmente seria um espaço de celebração da arte e da cultura estudantil de Sertânia torna-se gradativamente uma festa de promoção pessoal e de aparelhamento particular por grupos ligados ao governo municipal. Sertanienses, precisamos acordar para uma prática de politicagem que é muito comum em nossa cidade, mas que está acabando por cercear e empobrecer os poucos espaços abertos que temos para as nossas manifestações artísticas.

Saibam, senhoras e senhores, que gerações de estudantes, artistas e cidadãos anteriores à nossa criaram o que hoje chamamos de Semana estudantil de artes e cultura de forma autônoma, isto é, sem a interferência direta de autoridades político-partidárias. Sertanienses, muito feliz foi tal iniciativa, visto que, Janeiro sendo um mês de férias possibilitou que muitos estudantes e artistas filhos da terra, mas que estudam em outras cidades, não só participassem ativamente do evento, mas também que desenvolvessem um precioso intercâmbio cultural com seus conterrâneos. Pois é, com o passar do tempo o evento cresceu e os grupos estudantis e artísticos se enfraqueceram, tornando-se inevitável que o poder público de nossa cidade - atendendo aos anseios da população – se encaixasse como o maior patrocinador do evento e, assim, passasse a ser também seu maior organizador.

Sabemos, pois, cidadãos que a maioria de nós não fica perplexo diante do aparelhamento do evento, visto que, grupos artísticos de fachada e pseudo-organizações estudantis ligadas a funcionários da fraca secretaria de cultura e esportes usam o evento para promover a fracassada politicagem da perseguição contribuindo para que nossa Semana estudantil simplesmente exclua muitas manifestações artísticas em nome da politicagem partidária mesquinha que diminui nossa cidade e faz com que muitos de nossos artistas que desenvolvem importantes trabalhos dentro e fora de Sertânia sejam impedidos de participar.

Dessa forma, sertanienses, como estudante eu convido a todos os cidadãos e estudantes bem como todas as organizações artísticas e culturais sérias da nossa cidade a repensarem a nossa Semana estudantil. Não como um retorno às origens, mas como um real espaço de liberdade artística. Sabemos que em nossa cidade existe grupos artísticos supra-partidários e sérios que estão buscando alternativas a essa semana prefeituril que estamos presenciando. Ter partido não é defeito. Fazer política é uma prática saudável e útil. O errado é usar de politicagem para promover a perseguição. Não há político e nem cidadão que ganhe com práticas podres como as que presenciamos em nossa cidade.


“Posso não concordar com as palavras que tu dizes, mas defenderei até a morte o direito de você dizê-las” – Voltaire.

*Texto escrito por Tarciso Júnior - estudante do curso de História da UFPE e artista sertaniense.

*N.R.-ANO PASSADO NESTE BLOG, EU, QUE DURANTE MAIS DE DEZ ANOS FUI UM DOS ORGANIZADORES DO EVENTO, CRITIQUEI A PARTIDARIZAÇÃO DA SEMANA ESTUDANTIL , COM UM TEXTO E UM POEMA.SE AS PESSOAS QUE HOJE ORGANIZAM NÃO TEM ESSA VISÃO PARTIDARIZANTE, MAS A CÚPULA DA PREFEITURA TEM. FUI PROCURADO PARA PARTICIPAR DA PROGRAMAÇÃO E APESAR DE NÃO COBRAR CACHÊ NÃO FUI INCLUIDO, ASSIM COMO OUTROS ARTISTAS COMO JUNIOR E ATÉ A SAPECAS.HÁ ESPAÇO PARA RECITAIS DE POETAS FORA, CORDELISTAS DE FORA ARTISTAS DE FORA, MAS PARA OS DE CASA, SE VOTOU CONTRAS , NÃO!, NEM DE GRAÇA! TEM NADA, JUNIOR COM CERTEZA LÁ FORA A GENTE É RECONHECIDO E TEM ESPAÇO. VC QUE JÁ SE APRESENTOU ATÉ NO SARAU DA INDEPENDENCIA NO RECIFE.NÓS QUE RECEBEMOS O PREMIO VIVA A LEITURA EM SÃO PAULO.

AGORA DA PRÓXIMA VEZ QUE A GENTE GANHAR ALGUM PREMIO ESSE PESSOAL NÃO DEVERIA TER A CARA DE PAU DE PARABENIZAR E DEITAR FALAÇÃO.HIPOCRISIA É UM PECADO CAPITAL!

REMMEMBER- RECORDAR É VIVER

quarta-feira, 4 de março de 2009
SEMANA ESTUDANTIL VIRA EVENTO PARTIDÁRIO

A Semana Estudantil de Artes aconteceu em janeiro mais ainda é flagrante a repercussão negativa do que rolou. Um evento que possuia um forte componente de resistência cultural e independência em relação aos políticos e seus grupos locais, foi usado por uma minoria, de forma distorcida, para promover a oligarquia dominante no município e para promover a exclusão e a divisão dos artistas e fazedores de cultura da cidade.

Artistas que sempre foram convidados desde os anos 80 e pessoas que tem história na organização da semana estudantil, escandalosamente proibidas de se apresentarem ou de participarem da elaboração da programação.Ano passado, a ACORDES, associação cultural de Sertãnia teve seu nome como organizadora da festa dos estudantes. Esse ano, oficialmente não foi sequer chamada prá participar, usando -se assim o nome da associação dos artesãos. Até a SAPECAS, sociedade dos poetas , escritores, compositores e artistas de Sertânia, entidade com vasta atuação cultural e literária, com vários projetos desenvolvidos na cidade, não foi sequer chamada para se apresentar. Outros artistas também não tiveram espaço. Tudo isso simplismente porque, exercendo seu sagrado direito de escolher,não votam no partido do poder municipal. Que vergonha! A QUE PONTO Sertânia chegou?! GENTE QUE SE DIZ "ARTISTA" E "ATIVISTA CULTURAL" , com um cabeça tão pequena e uma prática tão mesquinha, prepotente e arrogante. ONDE É QUE NÓS ESTAMOS? QUE CULTURA É ESTA? É A FILOSOFIA CORONELISMO, ENXADA E VOTO?

O resultado é o mesmo, desde o ano passado, quando a "comissão"(?)
tomou esse caminho(na ocasião até propaganda de candidato a vereador tinha no folden e discurso de politicos governistas tranformando o palco em palanque) e passavam a idéia de que o evento passaria a ter apoio...receberia verbas enormes e teve até um patrocínio da FUNDARPE. Mas, era ano eleitoral, seu dotô...
Como nem todo ano tem eleição, em 2009 nem governo do estado, nem CHESF...A prefeitura deu uma merreca de dez mil reais( prá um evento do porte da semana, de 7 dias, é uma migalha...) e se virem...
o resultado foi pior que no ano anterior...nem concurso de poesia,acabaram a exposição de artes, não tem mais declamadores na noite de cultura popular, o evento está se descaracterizando, chegando ao ponto de colocar algumas atrações musicais lastimáveis, que nada tem a ver com a semana estudantil e deixando de fora artistas como Antônio Amaral( a quem CÁTIA DE FRANÇA CHAMOU DE VILA-LOBOS DO SERTÃO),Daniel Medeiros, Rona Lopes,Acácio,entre outros...
As homenagens são um capítulo a parte nessa história.Respeitamos algumas das escolhas, mas outras nada tinham de identidade com semana estudantil. Parte deles foi só para a vergonhosa bajulação política, desrespeitando os que fizeram a semana estudantil no passado e
esquecendo personalidades da cultural local como o poeta e crítico literário Luiz Carlos Monteiro ( QUE RECENTEMENTE COMPLETOU 50 ANOS E É UM DOS MAIS RESPEITADOs NO ESTADO), o artista plástico, poeta e dramaturgo premiadíssimo Marcos Cordeiro e o recentemente falecido POETA GEORGE GONDIM ( um dos vencedores do último concurso de poesia da semana estudantil , ainda em 2007).
Soube que na homenagem póstuma a ANDERSON DA UJS, a "cúpula"( 3 0u 4 pessoas) criou todo tipo de dificuldade e tentou vetar a divulgação do poema que fiz prá Anderson, o que só não se consumou graças a interferência corajosa de Mayron e os jovens da UJS, TENDO O REFERIDO POEMA SIDO LIDO NO MICROFONE PELO EX-PREFEITO IVAN , QUE TEVE ASSIM UM GESTO DE GRANDEZA.
Pelo visto não queriam respeitar nem a memória do rapaz, já que misturam as coisas...e nem no folden colocaram o nome dele , que era o homenageado da semana 2009...
Comecei a participar da semana estudantil , na organização em
1987, com Lucas, Orestes, Aurino,Pires, Ari, Duval, Carlinhos,Janilton,
Tonho Amaral,Adelmo, Beleca,Riso Moura,Adilson, lagoa, Isidoro, Aldeci, Vanusa, Renato Ceará, Roque, Leonides, Hélder, Natercio, Alvaro,Paulo, Beta Góis, Sandrinha e muitos outros...naquela época e até bem pouco, chamava-se as pessoas prá participar da organização, de sala em sala nas escolas, prá irem as reuniões, onde todos tinham direto a voz e voto e o espaço na programação era aberto prá todos. Não se misturava as coisas nem havia promoção pessoal nem de politico nenhum.ISSO ERA CONSIDERADO SAGRADO E TINHAMOS ORGULHO DISSO.
A dita cúpula vai pagar um preço caro: entra prá história como as pessoas que venderam a semana estudantil para os poderosos do dia, permitindo que se manchasse a história de todas estas tradições libertárias e se estabelece a censura e o partidarismo. Esse é sentimento que colhi de diversos ex-integrantes que assistiram ao evento este ano, alguns deles residentes no sul do país e que pediram que quando escrevesse esse artigo fizesse um apelo ás pessoas que estiveram presentes:"digam que presenciarm uma festa, mas não digam por ai que assitiram a um semana estudantil..."


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Isso vem provocando reações na opinião do povo e poeta popular já anda escrevendo coisas a respeito, como vemos abaixo:


Semana prefeituril

Uma semana estudantil
Sem Antônio Amaral
Vila-lobos genial
Do sertão veredas mil
Sem cantoria Brasil
da viola que é de Rona
a música vai a lona
já sem concurso poético
desse arraial imagético
cultura não é mais dona

Não tem mais exposição
de artesanato e pintura,
nem de poesia e escultura
Está vazio o salão
Não se tem Declamação
De Zenílton, Gilson Gênio,
Acabou-se o oxigênio
Da poesia popular
Na semana a recitar
Desde o outro milênio

Para Daniel Medeiros
Por que lá não há espaço
A arte fica aos pedaços
sem o nosso forrozeiro
e Charuto o seresteiro
que não se pode esquecer
o que ainda vão dizer?
É pura hipocrisia
Só o partido da poesia
Era o que devia haver

Virou palanque político
homenageando prefeitos
como se fossem perfeitos
retirando o senso crítico
conteúdo paralítico
pode ter merecimento
mas falta questionamento
que é principal atitude
exemplo pra juventude
base do conhecimento

Faltou nesse mês de janeiro
Homenagens culturais
A artistas e outros mais
tal Luiz Carlos Monteiro
Também a Marcos Cordeiro
A quem já fez a semana
A memória não se engana:
Lucas , Adílson , Ari
Não dá pra citar aqui
Pois a lista é sobrehumana



Que saudades da Semana
Quando era independente
Tudo era diferente
A saudade nos reclama
Era grande a sua fama
De a todos abrir espaço
E acolher no seu abraço
Gente de todas as cores
uma aquarela de flores
Para pintar nos seus braços

Todo mundo era chamado
Prá ela organizar
Nas reuniões opinar
Sem ninguém discriminado
Hoje tá tudo mudado
Só pela politicagem
Acabando com a imagem
Do que ela foi um dia
O tudo que possuia
Triturou-se na moagem

Prometeram muitos fundos
De dinheiro do estado
Tomaram todo legado
Excluíram todo mundo
Neste engano profundo
De verbas não veio nada
Uma migalha danada
Somente como esmola
Em uma vazia sacola
Tudo conversa fiada

Ganhou agora apelido
Que vejo o povo falar
É algo de se assustar
Quando ele é ouvido
Curral de um só partido
a semana estudantil
semana prefeituril
que Por fazerem tão mal
virou o maior festival
De babação do Brasil
Postado por Josessandro Andrade às 18:24
Reações:

2 comentários:
Acácio Souza disse...
Parabens poeta estou com vc nessa!!!

5 de março de 2009 05:54
O EDITOR. disse...
Companheiro José Sandro, todos sabemos que sua revolta e indignação tem muito fundamento e estamos solidários a sua pessoa e sentimentos. Mas ficamos tranqüilos em saber que ainda que demore um pouco, teremos pessoas como você, competente e responsável para organizar e administra eventos como esse, sem ter que se rebaixar perante a população para satisfazer o ego de pequenas pessoas para elevar uma moral e um (destaque) que esta prestes a vir por terra.

Grandes homens são reconhecidos por seus nobres atos!
Um grande abraço do amigo e companheiro NEY.


segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

ZITO JR. PREMIADO NO FESTCINE DIGITAL DO SEMI-ÁRIDO






ZITO JR. BRILHOU EM UM EVENTO, O FESTCINE DIGITAL DO SEMI-ÁRIDO QUE ACONTECEU NO ÚLTIMO DIA 28, ONDE O SEU CURTA-METRAGEM "CAPA DE CHUVA" FICOU NA 2ª COLOCAÇÃO, ATRÁS DO CURTA CEARENSE DE ANIMAÇÃO "VIDA DE MARIA". O TEMA ERA O SEMI-ÁRIDO E CONCORRERAM 9 CURTAS (APÓS SEREM SELECIONADOS ENTRE OS 68 DA 1ª ETAPA). A VOTAÇÃO FOI FEITA PELO PÚBLICO, APÓS AS SESSÕES, EM CINCO CIDADES DO NORDESTE. PARTICIPARAM DESTE FESTIVAL OS ESTADOS DE PERNAMBUCO, PARAÍBA, RIO GRANDE DO NORTE, BAHIA E CEARÁ.

ZITO JR. É MAIS UM SERTANIENSE BRILHANDO NO CAMPO DAS ARTES, GANHANDO PRÊMIOS E MOSTRANDO QUE SERTÃNIA É UMA CIDADE DE POETAS , DE ARTISTAS E ESCRITORES , CONSITUINDO -SE ASSIM NO CÉREBRO DO MOXOTÓ. INDA MAIS ZITO JR. FILHO DE UM CANTADOR DE VIOLA E UMA BORDADEIRA, SENDO HOJE POETA,TEATRÓLOGO, ARTISTA PLÁSTICO, CINEASTA,
CENÓGRAFO E AGITADOR CULTURAL EM SUMÉ-PB , ONDE TRABALHA COMO PROFESSOR, DIRIGE GRUPO DE TEATRO,MAMULENGO, GRUPO DE DANÇAS , EDITA O JORNAL DE POESIA CABEÇA DE RATO E TEM UM TEATRO COM O SEU NOME, HONRARIA CONCEDIDA PELA POPULAÇÃO DA QUELA CIDADE PARAIBANA.ELE JÁ FOI PREMIADO PELO MINISTE´RIO DA CULTURA, CATEGORIA MELHOR TEXTO TEATREAL INÉDITO EM 2005, COM " A MOSCA, O DIABO E O PADEIRO" E EM 2006 COM O NOVOS AUTORES PARAIBANOS. ZITO JR. É ORGULHO DE TODOS NÓS.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Luiz Wilson lança cordel “AS PROEZAS DE ADELÁDIO” no sertão pernambucano

A todo vapor, Luiz Wilson já inicia o ano com um grande lançamento literário. No último dia 3, o poeta lançou o cordel “As Proezas de Adeládio” realizado no Sítio Recanto Verde, local onde ele nasceu, situado em Sertânia, Pernambuco.
O evento contou com a presença do personagem central, AdeládIo, além dos poetas Josessandro Andrade (vencedor do premio VivaLeitura 2009) , o compositor e poeta Duval Brito, a comunicadora Rosa Maria da rádio Sertânia FM, a personalidade política Nelson Rufino, além da comunidade local.
Na ocasião, Wilson recitou o poema que fala sobre a vida de Adeládio, personagem verídico da narrativa, primo do poeta, que com ele conviveu sua juventude em Sertânia.No cordel, publicado pela editora Luzeiro, Wilson destaca a esperteza sem maldade do matuto, suas artimanhas e causos diversos.“As cidades interioranas do nosso nordeste estão cheias de Adeládios. Essa história nada mais é que o resgate do real cotidiano do homem nordestino, com suas dificuldades e humor autêntico”. Finaliza Luiz Wilson.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

DR. REGINALDO É PREMIADO EM CONCURSO DE MÚSICA CARNAVALESCA

Dr.Reginaldo Siqueira, médico oftomologista, compositor e músico sertaninese mais uma vez foi premiado no concurso de música carnavalesca de Pernambuco. Ele é um orgulho prá Sertânia, elevando
o nome de Nossa terra e do nosso frevo lá fora, assim como já o fizeram Francisquinho, Jairo, Hugo, Walmar, Wilson Freire e tantos outros, ganhando prêmios e sendo gravados por grandes orquestras.

PCR DIVULGA VENCEDORES DO CONCURSO DE MÚSICA CARNAVALESCA 2009

Os vencedores do Concurso de Música Carnavalesca 2009/2010 foram escolhidos no último sábado (26) e domingo (27), durante apresentação no Teatro do Parque. Foram 30 composições que concorreram a 15 vagas para fazer parte do CD de divulgação, que será lançado em fevereiro 2010, quando também acontecerá a cerimônia de premiação dos vencedores. O concurso realizado pela Gerência de Música da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR/PCR) terá o resultado divulgado no Diário Oficial do município nesta terça-feira (29). Além do lugar garantido nas faixas do CD de divulgação, o concurso prevê ainda a concessão de prêmios especiais. O 1° lugar (música de maior pontuação por gênero) receberá R$10 mil; o 2°, R$ 5 mil e o terceiro R$ 3 mil. Os prêmios de Melhor Arranjo e Melhor Intérprete, correspondentes ao 4° e 5° lugares receberão o valor de R$ 3 mil cada.

Confira abaixo, a lista dos vencedores:

Concurso de Música Carnavalesca Pernambucana 2009/2010 Resultado Oficial das 15 músicas vencedoras.

Categoria: Frevo-de-bloco
1º Lugar: Um bloco chamado saudade - Getúlio de Souza Cavalcanti
2º Lugar: A lua na clave de Sol - Paulo Fernando de Barros e Silva
3º Lugar: Infância e carnavais - Luiz Gonzaga de Castro e Souza Filho
Categoria: Frevo-canção
1º Lugar: - É tradição - Paulo Manoel do Nascimento
2º Lugar: - Bebaço! Devasso! - Severino Luiz de Araújo
3º Lugar: - Frevo no ar - Reginaldo de Siqueira Gomes

Categoria: Caboclinho
1º Lugar: Serra de Alianô - Adalberto Cavalcanti e Publius Lentulus Santos Figueredo
2º Lugar: Trajetória - Roberto Alves de Santana
3º Lugar: Filho do trovão - Rosivânia Gomes da Silva

Categoria: Maracatu
1º Lugar: Cambinda negra guerreira - Bruno Carneiro Leão Pimentel
2º Lugar: Guardião dos Palmares - Rosana Guerreiro Carneiro Leão
3º Lugar: Baque de fé e de festa - Luciano Pimentel Brayner

Categoria: Frevo-de-rua
1º Lugar: No passo do frevo - João Roberto Alves de Santana
2º Lugar: Um passista em Buenos Aires - Maurício Correia Cézar Neto
3º Lugar: Choque Anafilático - Luiz Guimarães Gomes de Sá Melhor

intérprete: Bruno Carneiro Leão Pimentel
Melhor arranjo: Marcos Ferreira Mendes

CRÍTICA LITERÁRIA RECONHECE O TALENTO DA POESIA DE LUIZ CARLOS MONTEIRO

Intelectuais pernambucanos e paraibanos elogiam a poesia de Luiz Carlos Monteiro, mostrando toda a força do seu nome nas letras do Nordeste.Ele vem a se juntar a Marcos Cordeiro, Wilson Freire, Walmar e Jairo Araujo na tarefa de representar Sertânia , enquanto cidade de poetas, ocupando o espaço de prestígio e reconhecimento que fora de nossos Mestres Ulysses Lins, Alcides Lopes, Waldemar Cordeiro, Corsino de Brito , entre outros.Destes poetas e estudiosos abaixo , apenas César Leal ainda não esteve em Sertânia.

OPINIÕES SOBRE A ESCRITA DE LUIZ CARLOS MONTEIRO


Poesia é recusa e resistência à diluição social. Por isso, cabe acolher a voz do poeta Luiz Carlos Monteiro. Nele a poesia é, ao mesmo tempo, afirmação e busca de si, e insurreição do homem confrontando-se tanto com seus limites pessoais, quanto com os de sua sociedade e de seu tempo. Ela pode dar, mesmo a um momento com ressaibos amargos de desencanto, um contraponto de esperança.
Lourival Holanda


Luiz Carlos Monteiro é um poeta competente. Ele sabe captar a imagem presente no espírito, plasmando-a em criações que dão forma e solidez à ideia de ser o Recife uma cidade onde a poesia se edifica a cada minuto do tempo empírico, o tempo heraclitiano, misteriosa correnteza em seu constante fluir. (...) Ele não desconhece que a poesia contemporânea é, antes de tudo, um ato expressivo.
César Leal


Luiz Carlos Monteiro é poeta da cidade, o que quer dizer, das coisas urbanas. Esta é a primeira surpresa anti-biográfica com que se depara o seu leitor. Nascido no Sertão (...), é na “cidade grande” que sua voz ecoa melhor, porque, parece, plenamente afinada com os aspectos por assim dizer mais aflitivos e noturnos da cidade. A sua sombra, quase em contraponto com o corte do verso iluminador. Pois estamos diante de uma poesia clara, cúmplice, discretamente hermética, mas só numa ou noutra passagem, que pede um leitor pensante no mesmo caminho.
Mário Hélio


É rara a sutileza estética, se verificarmos (...), como a mesma cidade que se profaniza é a mesma que se sacraliza pela força dos antagonismos internos da linguagem poética. E tal só me perece possível devido à ironia enquanto elemento retórico fundante, a presidir o lirismo de Luiz Carlos Monteiro. Lirismo cáustico, crítico, lancinante... Atento às faturas marginais da realidade. (...) Ler Luiz Carlos Monteiro é também reler outros instantes da poesia ocidental, uma vez que seus textos, textos de um poeta lido e culto, parecem se querer intertextos, tensos e latentes, dessa poesia que se constrói e se fragmenta no movimento mesmo de seu particular modo de ser. É também conviver com este alerta, alerta irônico e corrosivo, de um poeta que questiona o mundo e que questiona a si mesmo.
Hildeberto Barbosa Filho


Uma outra qualidade que salta aos olhos no trabalho de Monteiro encontra-se na linguagem clara, concisa e serena, sem qualquer sinal da empáfia e do pedantismo muito comuns na crítica universitária. A voz do autor não se resume a um sussurro tímido e abafadiço por trás das inúmeras citações de teóricos – quase sempre do estrangeiro, diga-se de passagem –, como frequentemente ocorre nas dissertações e teses que abarrotam as empoeiradas estantes das nossas bibliotecas. (...) Trata-se aqui, vale a pena lembrar, da voz de um autor que há anos atua em duas frentes – o fazer poético e a crítica literária. É sua experiência no ofício da crítica que lhe proporciona certa imparcialidade de visão, que lhe permite, por sua vez, aliar o comedimento nos elogios à capacidade de apontar “alguns momentos de descenso na qualidade poética” da obra analisada.
Carlos Newton Júnior