Veja que metapoema de densidade do poeta Antônio Belo, irmão de Zé Mago(do bar A injericana). Eita raça de comunista, poeta e gente inteligente.
Vai meu Poema
(Antônio Belo)
Vai meu poema,
Vais correr o mundo
Não importa que te digam
Que és um poema vagabundo...
Desces montanha,
Sobes serra
Pois somente o que se ganha
É o que a verdade encerra:
Se, como disse o poeta,
“Bom cabrito é o que mais berra!”
Vai meu poema,
Pois o tempo urge!
Se uma palavra acaba,
Outra, ali, ressurge...
Passas sobre as catedrais
Passas por baixo da ponte
Sobes rios, desces vales,
Vais anunciar um mundo novo
Mas nunca esqueças a “fonte”,
Que é a Língua do povo!
Vai meu poema,
Que nunca feneças
Ante à tirania
Ou à opressão
Pois se um dia,
Negares poesia,
Que nunca mais
Pises nesse chão!
Vai meu poema:
Voa!
Se não te derem asas,
Mesmo assim,
Teu grito ecoa!
Palmas, dezembro/2007
domingo, 13 de abril de 2008
quinta-feira, 3 de abril de 2008
SERTÃNIA-CULTURA NA VEIA
A VOCAÇÃO CULTURALDE SERTÂNIA ESTÁ NOS SEUS ARTISTAS,NOS SEUS GRUPOS FOLCLÓRICOS E CULTURAIS,NOS SEUS FESTIVAIS E EVENTOS, MAS SOBRETUDONA GÊNESE DE SUA GENTE INTELIGENTE,BOEMIA E ESPIRITUOSA.
OUTRAS ARTES
O U T R A S A R T E S
Não se poderia esquecer o balé-Elisabeth Freire, premiado em festivais de danças folclóricas internacionais como Curitiba-PR., Teresina-PI., Passo Fundo-RS, que já dançou na ópera de arame e já convidado para a França. E o que dizer de Luiz Freire (filho de Antônio Juvêncio), treze vezes campeão do Bal-masquê em Recife e hoje um carnavalesco de prestígio nacional? De Joacir de Castro, teatrólogo do TPN – Teatro Popular do Nordeste, ex-Diretor do Teatro Santa Isabel e dirigiu gente como José Wilker e Paulo Autran? A Banda de Pífanos da Mata, o Reisado de Bexigolixo e o Grupo de Bacamarteiros são referências folclóricas do lugar.
Não se poderia esquecer o balé-Elisabeth Freire, premiado em festivais de danças folclóricas internacionais como Curitiba-PR., Teresina-PI., Passo Fundo-RS, que já dançou na ópera de arame e já convidado para a França. E o que dizer de Luiz Freire (filho de Antônio Juvêncio), treze vezes campeão do Bal-masquê em Recife e hoje um carnavalesco de prestígio nacional? De Joacir de Castro, teatrólogo do TPN – Teatro Popular do Nordeste, ex-Diretor do Teatro Santa Isabel e dirigiu gente como José Wilker e Paulo Autran? A Banda de Pífanos da Mata, o Reisado de Bexigolixo e o Grupo de Bacamarteiros são referências folclóricas do lugar.
CINEMA E VÍDEO DO MOXOTÓ
O Precursor do Cinema em Sertânia é o cineasta e fotógrafo Djair Freire (filho de Zezinho Juvêncio) que em 1979 realizou o filme “Pinto do Monteiro”, documentário em super-8.
Em 1997, Cruzeiro do Nordeste é palco do filme “Central do Brasil” de Walter Sales. Em 2003, “Árido Movie” tem parte das locações em Rio da Barra e no Feliciano.
Em 2005, André Ferreira dirige e filma em 35 mm., em Sertânia, o documentário “A Botija”. No ano seguinte, Wilson Freire (Bida) monta em Albuquerque-Né, parte do seu filme-documentário “Uma Cruz, Uma História, Uma Estrada”. Convém registrar ainda o vídeo-poético-experimental de Ivon Rabelo “anjo urbano”, baseado na Poesia de Flávio Magalhães, filmado nas principais ruas da cidade.
O Precursor do Cinema em Sertânia é o cineasta e fotógrafo Djair Freire (filho de Zezinho Juvêncio) que em 1979 realizou o filme “Pinto do Monteiro”, documentário em super-8.
Em 1997, Cruzeiro do Nordeste é palco do filme “Central do Brasil” de Walter Sales. Em 2003, “Árido Movie” tem parte das locações em Rio da Barra e no Feliciano.
Em 2005, André Ferreira dirige e filma em 35 mm., em Sertânia, o documentário “A Botija”. No ano seguinte, Wilson Freire (Bida) monta em Albuquerque-Né, parte do seu filme-documentário “Uma Cruz, Uma História, Uma Estrada”. Convém registrar ainda o vídeo-poético-experimental de Ivon Rabelo “anjo urbano”, baseado na Poesia de Flávio Magalhães, filmado nas principais ruas da cidade.
CELEIRO DO ARTESANATO DO SERTÃO
CELEIRO DO ARTESANATO DO SERTÃO
Sertânia é conhecida lá fora como “Terra das Esculturas Alongadas”, devido as peças de artesanato produzidas em madeira de umburana e de forma alongada e fina, retratando diversas figuras da fauna humana sertaneja, tais como o vaqueiro, o retirante, a rezadeira, entre outros.
As esculturas Sertanienses fazem sucesso em feiras internacionais como a FENNEART (Recife-PE.) e outras Brasil afora. Hoje nossos artesãos exportam peças para Alemanha, França e outros países da Europa. Os principais pontos deste tipo de artesanato são o Alto do Rio Branco, através do ateliê de Marcos Paulo e a Vila da COHAB, através da oficina de Carlos Barbosa. Ambos são pontos de aglomeração de novos artesãos, que surgem na lógica do artesanato, que gera emprego e distribui renda. Há ainda o trabalho do artesão Novinho do corredor de João Pires. Uma figura especial é Biu Aleijadinho: que só possui dois dedos das mãos e faz peças incríveis.
Outros tipos de produção de artesanato podem ser encontrados no Armazém das Artes, no antigo prédio da Rede Ferroviária, iniciativa da Associação dos Artesãos.
Sertânia é conhecida lá fora como “Terra das Esculturas Alongadas”, devido as peças de artesanato produzidas em madeira de umburana e de forma alongada e fina, retratando diversas figuras da fauna humana sertaneja, tais como o vaqueiro, o retirante, a rezadeira, entre outros.
As esculturas Sertanienses fazem sucesso em feiras internacionais como a FENNEART (Recife-PE.) e outras Brasil afora. Hoje nossos artesãos exportam peças para Alemanha, França e outros países da Europa. Os principais pontos deste tipo de artesanato são o Alto do Rio Branco, através do ateliê de Marcos Paulo e a Vila da COHAB, através da oficina de Carlos Barbosa. Ambos são pontos de aglomeração de novos artesãos, que surgem na lógica do artesanato, que gera emprego e distribui renda. Há ainda o trabalho do artesão Novinho do corredor de João Pires. Uma figura especial é Biu Aleijadinho: que só possui dois dedos das mãos e faz peças incríveis.
Outros tipos de produção de artesanato podem ser encontrados no Armazém das Artes, no antigo prédio da Rede Ferroviária, iniciativa da Associação dos Artesãos.
SERTÂNIA -BERÇO DA ARTISTAS
SERTÂNIA – BERÇO DE ARTISTAS
- Princesa do Moxotó é uma cidade multicultural -
por Josessandro Andrade
Especial para o Tribuna do Moxotó
Nos anos 50, 60 e 70 – a Orquestra Marajoara do Genial Maestro Francisquinho funcionou como Usina Musical para Sertânia e região. Por lá passaram o então garoto Flávio José, A jovem Maria da Paz (Paizinha), o consagrado Claudionor Germano e mais tarde, o hoje forrozeiro Mazinho de Arcoverde, sem esquecer dos Sertanienses José Cláudio (já falecido), Hamilton Rodrigues e Luiz Wilson.
O mitológico (nas palavras de Alberto da Cunha Melo) Francisquinho, um compositor especialista na categoria frevo-de-rua (com dezenas deles gravados pelas grandes orquestras nacionais), de samba, valsa, tangos e boleros, era um grande regente, levando com seu irmão Demétrio, a Marajoara aos grandes Clubes do Nordeste: Recife, João Pessoa, Natal, Maceió, Fortaleza. Formou grandes músicos e ótimos intérpretes. Por suas mãos passaram também cantores locais como Cristina Amaral, Andrade de Sertânia (Jacildo), Roberto Lopes (Bel), Hugo Araújo (seu filho), Charuto e Djalma Siqueira com CDs gravados e carreiras sólidas, músicos compositores como Gripa de Sertânia, Walter Amaral, Walmar, Jairo Araújo, Antonio Amaral e Anacleto Carvalho e músicos como Apriginho, Abelardo Tirbutino, Teixeira, Deodato, Jarbas Humberto, além dos filhos de Luiz Pintô que depois fizeram carreira em São Paulo: Lailton Araújo, Luisinho Salvador, Wanderley Araújo, Lailton Santos e Natércio Araújo.
Sertânia tem ainda artistas como Adilson Medeiros, Banda Moxotó, Luiz Wilson, Chico Arruda, Daniel Medeiros, César Amaral, Heuris Tavares, Nico Batista, Dodó, Keby Pena, André Brasiliano, Calu Vital, Adriana Neves, Jailson Santana, Maria Helena, Toriño Paes, Jairo Novinho e muito mais...
- Princesa do Moxotó é uma cidade multicultural -
por Josessandro Andrade
Especial para o Tribuna do Moxotó
Nos anos 50, 60 e 70 – a Orquestra Marajoara do Genial Maestro Francisquinho funcionou como Usina Musical para Sertânia e região. Por lá passaram o então garoto Flávio José, A jovem Maria da Paz (Paizinha), o consagrado Claudionor Germano e mais tarde, o hoje forrozeiro Mazinho de Arcoverde, sem esquecer dos Sertanienses José Cláudio (já falecido), Hamilton Rodrigues e Luiz Wilson.
O mitológico (nas palavras de Alberto da Cunha Melo) Francisquinho, um compositor especialista na categoria frevo-de-rua (com dezenas deles gravados pelas grandes orquestras nacionais), de samba, valsa, tangos e boleros, era um grande regente, levando com seu irmão Demétrio, a Marajoara aos grandes Clubes do Nordeste: Recife, João Pessoa, Natal, Maceió, Fortaleza. Formou grandes músicos e ótimos intérpretes. Por suas mãos passaram também cantores locais como Cristina Amaral, Andrade de Sertânia (Jacildo), Roberto Lopes (Bel), Hugo Araújo (seu filho), Charuto e Djalma Siqueira com CDs gravados e carreiras sólidas, músicos compositores como Gripa de Sertânia, Walter Amaral, Walmar, Jairo Araújo, Antonio Amaral e Anacleto Carvalho e músicos como Apriginho, Abelardo Tirbutino, Teixeira, Deodato, Jarbas Humberto, além dos filhos de Luiz Pintô que depois fizeram carreira em São Paulo: Lailton Araújo, Luisinho Salvador, Wanderley Araújo, Lailton Santos e Natércio Araújo.
Sertânia tem ainda artistas como Adilson Medeiros, Banda Moxotó, Luiz Wilson, Chico Arruda, Daniel Medeiros, César Amaral, Heuris Tavares, Nico Batista, Dodó, Keby Pena, André Brasiliano, Calu Vital, Adriana Neves, Jailson Santana, Maria Helena, Toriño Paes, Jairo Novinho e muito mais...
SERTÂNIA-CIDADE DE POETAS
CIDADE DE POETAS E ESCRITORES
Sertânia possui uma pluralidade poética considerável. Tem Ulysses Lins de Albuquerque, escritor e poeta com mais de uma dezena de livros publicados, que foi da APL – Academia Pernambucana de Letras. Tem Alcides Lopes de Siqueira, poeta que foi, juntamente com Ariano Suassuna, fundador do Movimento Armorial. Tem Waldemar Cordeiro, o poeta de Siboney, ¨cuja musa está incorporada à mitologia poética do Nordeste¨, segundo o escritor Alberto da Cunha Melo. Tem Corsino de Brito, poeta que ao lado de Solano Andrade, participou da Causa Negra em Pernambuco e hoje mora em Copacabana, no Rio de Janeiro, circulando nos meios literários mais prestigiados.
Há ainda o premiadíssimo poeta, artista plástico e dramaturgo Marcos Cordeiro, Mozart Lopes de Siqueira que escreveu poemas até em Francês, Luiz Carlos Monteiro, Crítico Literário da Revista Continente Multicultural e poeta, além da poetisa Ada Siqueira, ex-Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, o multiartista Wilson Freire (Bida), o irreverente Jairo Araújo, a genialidade louca de Zé Carneiro, o introspectivo poeta Carlos Celso, o excêntrico Hamilton Rodrigues e o internacional Antonio Virgílio de Andrade, desconhecido aqui em Sertânia.
Sertânia foi também morada que acolheu o Rei dos Cantadores Pinto do Monteiro (que morou na Rua dos Guararapes) e o repentista Gato Velho. Nela tiveram suas raizes os poetas populares Zito Siqueira, Gato Novo, Manoel Soares, Fernando Leal, Walmar,Abaeté bem como o pesquisador Ésio Rafael – o Grapiúna.
A Prosa se faz presente na literatura sertaniense através do já citado Ulysses Lins, do Romancista e Ensaista Fernando Patriota e Marcelino Freire – um escritor de projeção nacional, considerado a mais nova revelação dos contistas brasileiros. No mais, merecem menção,a escritora de literatura infantil Vanusa Silva, o economista e desportista Genival Ferreira,o médico pesquisador social Antônio José de Siqueira(Cheriño), O sociólogo Wellington Santana e o seu irmão pe.Airton Freire, os pesquisadores da História Sertaniente Luiz Dodô, Raimundo Laet Cavalcanti (Mundico) e Zé do Museu, autor de feitos incomparáveis, como escrever história, cordel , tocar sanfona e ter seu regional, montar uma banda de pífano, um grupo de bacamarteiros, construir um museu, fabricar vinho e cachaça de cabeça, plantadas no seu quintal.
Sertânia possui uma pluralidade poética considerável. Tem Ulysses Lins de Albuquerque, escritor e poeta com mais de uma dezena de livros publicados, que foi da APL – Academia Pernambucana de Letras. Tem Alcides Lopes de Siqueira, poeta que foi, juntamente com Ariano Suassuna, fundador do Movimento Armorial. Tem Waldemar Cordeiro, o poeta de Siboney, ¨cuja musa está incorporada à mitologia poética do Nordeste¨, segundo o escritor Alberto da Cunha Melo. Tem Corsino de Brito, poeta que ao lado de Solano Andrade, participou da Causa Negra em Pernambuco e hoje mora em Copacabana, no Rio de Janeiro, circulando nos meios literários mais prestigiados.
Há ainda o premiadíssimo poeta, artista plástico e dramaturgo Marcos Cordeiro, Mozart Lopes de Siqueira que escreveu poemas até em Francês, Luiz Carlos Monteiro, Crítico Literário da Revista Continente Multicultural e poeta, além da poetisa Ada Siqueira, ex-Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, o multiartista Wilson Freire (Bida), o irreverente Jairo Araújo, a genialidade louca de Zé Carneiro, o introspectivo poeta Carlos Celso, o excêntrico Hamilton Rodrigues e o internacional Antonio Virgílio de Andrade, desconhecido aqui em Sertânia.
Sertânia foi também morada que acolheu o Rei dos Cantadores Pinto do Monteiro (que morou na Rua dos Guararapes) e o repentista Gato Velho. Nela tiveram suas raizes os poetas populares Zito Siqueira, Gato Novo, Manoel Soares, Fernando Leal, Walmar,Abaeté bem como o pesquisador Ésio Rafael – o Grapiúna.
A Prosa se faz presente na literatura sertaniense através do já citado Ulysses Lins, do Romancista e Ensaista Fernando Patriota e Marcelino Freire – um escritor de projeção nacional, considerado a mais nova revelação dos contistas brasileiros. No mais, merecem menção,a escritora de literatura infantil Vanusa Silva, o economista e desportista Genival Ferreira,o médico pesquisador social Antônio José de Siqueira(Cheriño), O sociólogo Wellington Santana e o seu irmão pe.Airton Freire, os pesquisadores da História Sertaniente Luiz Dodô, Raimundo Laet Cavalcanti (Mundico) e Zé do Museu, autor de feitos incomparáveis, como escrever história, cordel , tocar sanfona e ter seu regional, montar uma banda de pífano, um grupo de bacamarteiros, construir um museu, fabricar vinho e cachaça de cabeça, plantadas no seu quintal.
Assinar:
Postagens (Atom)